A SÍNDROME DE BURNOUT E A SAÚDE MENTAL DOS MÉDICOS VETERINÁRIOS: O IMPACTO EMOCIONAL DA EUTANÁSIA NO EXERCÍCIO DA PROFISSÃO

Autores

  • Samanta Gabriela Ortiz de Camargo Autor

DOI:

https://doi.org/10.35171/7zw23c58

Palavras-chave:

Síndrome De Burnout, Saúde Mental, Médicos Veterinários, Família Multiespécie, Eutanásia Animal

Resumo

O trabalho investiga a saúde mental de médicos veterinários, destacando o impacto emocional da eutanásia e os fatores associados ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout. A introdução contextualiza a evolução da família multiespécie, o aumento da humanização dos animais e a consequente intensificação das demandas emocionais e profissionais sobre os veterinários, especialmente após a pandemia de COVID-19. Diante desse cenário, o estudo busca compreender como a rotina de trabalho, as expectativas dos tutores e a prática recorrente da eutanásia contribuem para o adoecimento mental desses profissionais. O objetivo central é analisar a saúde mental de médicos veterinários dos setores público e privado, identificando fatores desencadeadores de estresse, esgotamento e sofrimento psicológico, com ênfase na eutanásia. O estudo também pretende mapear estratégias de enfrentamento utilizadas pelos profissionais e desenvolver um material educativo para conscientização sobre riscos ocupacionais. A metodologia adotada foi qualitativa, baseada em questionário estruturado aplicado via Google Forms, direcionado exclusivamente a médicos veterinários. Os participantes assinaram o TCLE, e as respostas foram analisadas de forma descritiva. Os resultados, obtidos a partir de 135 respondentes, indicam elevada prevalência de estresse, longas jornadas de trabalho, insatisfação com a remuneração e falta de preparo acadêmico para lidar com aspectos emocionais da profissão. A eutanásia é realizada pela maioria dos profissionais, sendo descrita como emocionalmente desgastante por quase 70% deles. Sintomas de Burnout, uso de medicação psiquiátrica, pensamentos suicidas e conhecimento de colegas que se suicidaram foram achados frequentes e alarmantes. Conclui se que a Medicina Veterinária é uma profissão de alto risco emocional, agravado pela falta de suporte institucional e pela sobrecarga afetiva. O estudo reforça a necessidade urgente de políticas de prevenção, apoio psicológico e capacitação para manejo emocional, a fim de promover bem-estar e sustentabilidade profissional.

Downloads

Publicado

2026-09-23