ANÁLISE DA TRANSIÇÃO DA IMUNIDADE PASSIVA PARA IMUNIDADE ATIVA EM BEZERRAS HOLANDESAS POR MEIO DE COLETAS HEMATOLÓGICAS SERIADAS MILENA LOPES FERRAZ

Autores

  • Maria Eduarda Cruz e Silva FZEA/USP Autor
  • Beatriz dos Santos Munaretti UNIMAR Autor
  • Gabriela Sales Piveta UNIMAR Autor
  • Pedro Fumio Miyamoto UNIMAR Autor
  • Lucas de Menezes Campassi UNIMAR Autor
  • Isabela Bazzo da Costa UNIMAR Autor
  • Charles Alexandre Mendonça Fachini UNIMAR Autor
  • Laine de Castro Andreotti UNIMAR Autor
  • Leticia Peternelli da Silva UNIMAR Autor

DOI:

https://doi.org/10.35171/z1a4n955

Palavras-chave:

Linfócitos Reativos, Leucócitos, Imunidade Passiva, Imunidade Ativa

Resumo

O sistema imunológico dos bovinos neonatos depende inicialmente da imunidade passiva, adquirida por meio do colostro materno, até que a imunidade ativa seja completamente desenvolvida. A identificação do período de transição entre essas fases é fundamental para definir protocolos sanitários e vacinais mais eficazes. Este estudo teve como objetivo avaliar a variação temporal de linfócitos reativos, leucócitos totais e linfócitos absolutos em bezerras da raça Holandesa, determinando o momento de transição da imunidade passiva para a ativa. Foram utilizadas cinco bezerras holandesas neonatas, com peso médio de 45 kg, acompanhadas por 56 dias e submetidas a coletas sanguíneas seriadas nos dias 7, 14, 21, 28, 35, 42, 49 e 56 pós-nascimento. As amostras foram comprovadas em hematologia automatizada e por esfregaço sanguíneo corado, aplicando- se o teste de agrupamento Scott-Knott (p < 0,05) para comparação estatística. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética no Uso de Animais (CEUA), sob Protocolo 01/2025. Observou-se aumento gradual dos linfócitos reativos até o pico no 35º dia, diminuindo o início da ativação imune adaptativa, enquanto os leucócitos totais e linfócitos absolutos atingiram valores máximos no 49º dia, refletindo o estabelecimento de uma resposta imune consolidada. Foram identificadas três fases distintas: uma inicial, com predominância de imunidade passiva; uma transição, entre a 5ª e a 7ª semana, marcada pela elevação dos intervalos hematológicos; e uma de estabilização, quando se observa equilíbrio imunológico. Esses resultados confirmam a maturação progressiva do sistema imunológico e indicam que o intervalo entre 35 e 49 dias é o mais adequado para intervenções vacinais, sendo que a transição da imunidade passiva para a ativa ocorre de forma acentuada nesse período, representando o momento ideal para melhorias nas estratégias de imunização e manejo sanitário das bezerras.

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Publicado

2026-09-23