ANÁLISE DE DIFERENTES DOSES DE HIDROLISADO DE PEIXE VIA FOLIAR NA CULTURA DO AMENDOIM

Autores

  • Lucas Henrique Alonge Autor

DOI:

https://doi.org/10.35171/brnpn233

Palavras-chave:

Arachis Hypogeae, Aminoácido, Nutrição Mineral, Leguminosas

Resumo

A cultura do amendoim apresenta grande importância econômica para as regiões da Alta Paulista e Alta Mogiana, responsáveis pela maior parte da produção nacional. A busca por elevadas produtividades engloba a seleção de cultivares adaptadas e de manejos nutricionais eficientes, entre eles o uso de biofertilizantes ricos em aminoácidos, macro e micronutrientes. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo avaliar o efeito da aplicação foliar de hidrolisado de peixe em diferentes doses sobre o desenvolvimento vegetativo e a produtividade do amendoim cultivar IAC OL3. O experimento foi realizado em Herculândia–SP, adotando delineamento
em blocos casualizados com cinco tratamentos (0; 0,5; 1; 2 e 4 L ha⁻¹) e quatro repetições. Foram realizadas três aplicações foliares ao longo do ciclo, e posteriormente coletadas dez plantas por parcela para determinação das massas fresca e seca de raízes, parte aérea e vagens. Os dados foram submetidos à análise de variância e regressão polinomial, com nível de significância de 5%. Os resultados mostraram ausência de diferenças estatísticas no desenvolvimento vegetativo, mas evidenciaram influência positiva das maiores doses sobre a produção de vagens. A dose de 4 L ha⁻¹ apresentou os melhores desempenhos, destacando-se tanto para a massa fresca quanto para a massa seca de vagens. O incremento observado está relacionado ao aporte de nutrientes presentes no hidrolisado, como nitrogênio, fósforo, potássio e cálcio, que desempenham funções essenciais no metabolismo vegetal, na formação de estruturas e na produção de energia (ATP). Conclui-se que o hidrolisado de peixe constitui uma alternativa viável como fonte suplementar de nutrientes e pode contribuir para ganhos produtivos na cultura do amendoim, especialmente quando aplicado em doses mais elevadas. Recomenda-se a realização de novos estudos contemplando a utilização de doses maiores e diferentes condições de cultivo.

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Publicado

2026-09-23