PREVALÊNCIA DE SÍNDROME DO MANGUITO ROTADOR E DOR EM MEMBRO: ESTUDO OBSERVACIONAL TRANSVERSAL

Autores

  • Isabela Greggio Ferreira Autor
  • Giovana Cortez Rodolpho Autor
  • Gabriella Dionisio Zampieri Autor
  • Carolina Soffener Giandon Autor
  • Paula Cristina Cola Autor
  • Cristovam Emílio Herculiani Autor

Palavras-chave:

Lesão do manguito Rotador. Dor musculoesquelética. Prevalência.

Resumo

Introdução: As Doenças do Sistema Osteomuscular e Tecido Conjuntivo (DOTC) afetam estruturas de sustentação e movimentação do corpo humano, sendo o grupo de doenças não transmissíveis que mais causam incapacidade devido à dor crônica e à limitação funcional que provocam, dificultando a realização de tarefas cotidianas essenciais. Entre elas, a Síndrome do Manguito Rotador (SMR) e a Dor em membro (Dm) foram as mais prevalentes dentro dos dados analisados. A SMR está relacionada a fatores como idade, sexo e eventos traumáticos externos e representa 70% das queixas de ombro em adultos. A Dm, por sua vez, pode estar relacionada a postura, sedentarismo e movimentos repetitivos. Estima-se que mais de 25% da população sofra de doenças do sistema locomotor associadas a essa queixa. Objetivo: Investigar a prevalência de DOTC, com foco em SMR e Dm, em pacientes atendidos no Hospital Beneficente UNIMAR (HBU) em 2024, explorando a associação em relação a sexo, faixa etária e meses do ano. Materiais e Métodos: Este estudo observacional transversal analítico de prevalência, baseado nas diretrizes (STROBE), utilizou dados secundários do HBU, os quais foram obtidos através de uma planilha de Excel. A amostra foi montada por todos os registros que continham os códigos CID-10 referentes às DOTC (4390). As variáveis sexo e faixa etária foram avaliadas a fim de entender a distribuição temporal e demográfica dos desfechos, enquanto o mês de atendimento foi avaliado como possível modificador de efeito sazonal. Resultados e Discussão: A SMR foi a condição mais comum (853 = 19,34% das DOTC), seguida pela Dm (450 = 10,25% das DOTC). A prevalência geral de DOTC foi maior entre mulheres (68,8%), o que pode ser explicado por maior exposição feminina a atividades que exigem postura estática, movimentos repetitivos, jornada dupla de trabalho, estresse e composição corporal, já que em geral possuem menor estatura e maior deposição de tecido adiposo, além de menor força muscular. Há também o fator de maior procura médica pelas mulheres, evidenciando as notificações para esse gênero. Em relação à faixa etária, essas condições predominaram em adultos (56,4%) e idosos (39,7%), possivelmente devido a alterações degenerativas em músculos, tendões, ligamentos e articulações, fenômenos fisiológicos associados ao envelhecimento. A maior prevalência de DTOC foi no inverno, provavelmente porque essas doenças refletem padrões semelhantes aos observados em doenças inflamatórias crônicas, nas quais variações sazonais agravam a dor e a inflamação, resultando em maior busca por atendimento em períodos mais frios. A multimorbidade – incluindo hipertensão, diabetes, depressão e obesidade – também se relaciona ao aumento da dor e da incapacidade funcional da SMR e Dm. Conclusão: Por fim, o estudo contribui para o entendimento do perfil epidemiológico local e serve de base para o planejamento de ações de saúde pública e educação em saúde. Ainda que a amostra de pacientes com SMR e Dm tenha sido pequena em comparação com outras doenças atendidas no HBU em 2024, a análise dos achados evidencia o impacto do envelhecimento e a influência de fatores mecânicos, biológicos, hormonais e sociais no surgimento de queixas relacionados às DOTC, sobretudo SMR e Dm.

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Publicado

2026-09-23