LESÕES, ENVENENAMENTOS E CAUSAS EXTERNAS COM ÊNFASE ÀS FRATURAS DE RÁDIO DISTAL EM PACIENTES ATENDIDOS EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO EM 2024 POR: ESTUDO OBSERVACIONAL TRANSVERSAL

Autores

  • Eduardo de Freitas Mello Autor
  • Gabriel Costa Autor
  • Gustavo Cheder de Lábio Autor
  • Gustavo Galdino Aguiar Autor
  • Paula Cristina Cola Autor
  • Cristovam Emílio Herculiani Autor
  • Heloisa Helou Doca Autor
  • Eduardo Federighi Baisi Chagas Autor

Palavras-chave:

Fraturas do Rádio. Epidemiologia. Acidentes por Quedas. Causas Externas. Saúde Pública.

Resumo

Introdução: As lesões, envenenamentos e causas externas representam uma das principais causas de morbidade e mortalidade no Brasil, constituindo importante desafio de saúde pública por seu impacto assistencial e econômico. Entre essas condições, destacam-se as fraturas de rádio distal, frequentemente associadas a quedas sobre a mão estendida, que acometem principalmente adultos jovens e idosos. A elevada frequência desse tipo de fratura em serviços de urgência justifica a necessidade de compreender seu perfil epidemiológico, identificando grupos de risco e períodos de maior ocorrência para subsidiar estratégias preventivas e aprimorar o manejo clínico. Ainda há lacuna de conhecimento sobre a distribuição sazonal e os fatores demográficos associados às fraturas de rádio distal em contextos hospitalares universitários, o que reforça a relevância do presente estudo. Objetivo: Analisar a prevalência das fraturas de rádio distal em pacientes atendidos em um hospital universitário ao longo do ano de 2024, considerando sexo, faixa etária e mês de atendimento. Método: Trata-se de um estudo observacional transversal analítico de prevalência, desenvolvido a partir de dados secundários obtidos no Hospital Beneficente UNIMAR (HBU) referentes a todos os atendimentos realizados em 2024. A amostra incluiu registros de atendimento com códigos da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) relacionados ao grupo “Lesões, Envenenamentos e Causas Externas”, com exclusão de 13 registros inconsistentes quanto ao sexo. As variáveis analisadas foram sexo, idade, faixa etária, mês de atendimento e código CID-10, considerando a fratura de rádio distal (S525) como desfecho principal. As variáveis quantitativas foram descritas por média, desvio-padrão, mínimo e máximo; as qualitativas, por frequências absolutas e relativas. As comparações entre grupos utilizaram o teste t de Student ou de Welch, o teste de Levene para homogeneidade e o teste do Qui-quadrado para diferenças de proporções e associações, adotando-se nível de significância de 5%. Resultados: Das 198.443 consultas analisadas, 4% corresponderam a “Lesões, Envenenamentos e Causas Externas”. Dentre estas, a fratura de rádio distal (CID S525) foi a mais prevalente, representando 13,5% dos diagnósticos desse grupo. Observou-se associação significativa entre a ocorrência da fratura e as variáveis sexo, faixa etária e mês de atendimento (p < 0,05). O sexo feminino apresentou maior prevalência (17,1%) em comparação ao masculino (10,4%), indicando possível influência de fatores como osteopenia e osteoporose. A distribuição etária evidenciou predominância em indivíduos de meia-idade (40–59 anos) e idosos jovens (60–69 anos). Quanto à sazonalidade, identificou-se maior frequência de casos entre julho e outubro, possivelmente relacionada ao aumento de atividades físicas e maior exposição a quedas nesse período. Conclusão: As fraturas de rádio distal configuram importante causa de morbidade hospitalar e impacto funcional, sendo mais frequentes em mulheres de meia-idade e idosos jovens. O reconhecimento do perfil epidemiológico dessas fraturas permite direcionar ações preventivas voltadas à redução de quedas, bem como aprimorar protocolos de atendimento e reabilitação no contexto hospitalar. O estudo reforça a necessidade de estratégias integradas de vigilância e prevenção, com ênfase em grupos de maior risco e períodos sazonais críticos.

Downloads

Publicado

2026-09-23