EFEITOS DOS SEDATIVOS UTILIZADOS NO PROCEDIMENTO ENDOSCÓPICO E SEUS DESFECHOS EM PACIENTES PEDIÁTRICOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Autores

  • Matheus Victor Sousa de Sales Autor
  • Mariana Hirata Autor
  • José Roberto Geris da Costa Autor
  • Otávio Henrique Bernardinelli dos Santos Autor
  • João Pedro Matsumoto Alves Autor
  • Marcelo Satoshi Seki Sato Autor
  • Sofia Leoncini de Almeida Autor
  • Cristovam Emílio Herculiani Autor

Palavras-chave:

Pediatria. Endoscopia. Sedativos. Desfechos

Resumo

Introdução: A endoscopia digestiva alta é extremamente pertinente para realização de diagnóstico e manejo de condições gastrointestinais que possam acometer os pacientes pediátricos. Um importante aliado durante este procedimento é o sedativo ou combinações de tais fármacos que possam, além de contribuir para o sucesso do processo, torná-lo mais seguro e menos desagradável ao paciente. Entretanto, apesar da longa estrada já trilhada nesta área, nenhum padrão foi escolhido ou apontado como ideal. Nesse sentido, faz-se necessário observar os sedativos mais utilizados e seus desfechos, vantajosos ou não, em pacientes da pediatria submetidos à endoscopia. Objetivo: Realizar uma revisão de literatura para avaliar o tempo de recuperação, efeitos adversos, tempo de indução à sedação, dor durante e após o procedimento em pacientes pediátricos submetidos à endoscopia sedados por diferentes sedativos. Método: Trata-se de uma revisão integrativa, que seguiu as seguintes etapas: identificação do tema e estruturação da pergunta de pesquisa; definição dos critérios de inclusão; seleção dos artigos nas bases de dados científicos; avaliação e análise dos estudos selecionados; interpretação dos resultados e apresentação da revisão integrativa. Após o levantamento dos estudos pela aplicação da estratégia de busca, 10 artigos se enquadraram dentro dos parâmetros e foram selecionados através da base de dados científicos "PubMed" para análise. Resultados: Após realização de análise, os artigos indicaram em seus resultados que o tempo de recuperação não diferiu significativamente entre pacientes que receberam midazolam oral ou intravenoso, nem entre aqueles que receberam propofol com cetamina ou remifentanil. A administração de 0,1 mg/kg de dexametasona resultou em uma redução significativa na incidência de náusea e vômitos pós-operatórios. Não houve diferença significativa no tempo de indução à sedação entre pacientes que receberam apenas propofol e aqueles que receberam propofol com dexmedetomidina. Pacientes que receberam pré-medicação de lorazepam e sedação com midazolam e fentanil ou cetamina relataram significativamente menos dor em comparação com aqueles que não receberam lorazepam. Conclusão: A partir da comparação dos estudos e os seus resultados, tornou-se evidente que existe uma diferença significante entre os medicamentos aplicados e suas consequências para os pacientes pediátricos, cada qual com suas vantagens e desvantagens. Portanto, é imprescindível que haja delimitação e investimento em uma estratégia ainda não padronizada. A educação contínua e o treinamento especializado dos profissionais de saúde envolvidos são fundamentais para garantir que as práticas sejam as mais maduras possíveis. Com uma equipe capacitada e um protocolo bem definido, é possível aprimorar e proporcionar uma experiência segura aos pacientes pediátricos.

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Publicado

2026-09-23