IMPACTOS NEGATIVOS DAS SEQUELAS COGNITIVAS NAS VIDAS DE INDIVÍDUOS QUE SOFRERAM TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO: REVISÃO INTEGRATIVA

Autores

  • Gabriela Tofoli Vieira Machado Autor
  • Leticia Bandiera Arantes Autor
  • Maria Rielli Ciambelli Netta Autor
  • Murilo Yaguiu Pacheco Autor
  • Silas Ortiz de Carvalho Autor
  • Debora Fernanda Domingues Autor
  • Paula Cristina Cola Autor

Palavras-chave:

Traumatismos cranioencefálicos. Lesões encefálicas. Disfunção cognitiva. Transtornos neurocognitivos

Resumo

Introdução: O traumatismo cranioencefálico (TCE) é frequente nos centros hospitalares de urgência de todo o mundo, as sequelas são variadas e pouco fala-se sobre os efeitos dessas sequelas na vida da vítima e de suas famílias após o TCE. Esses efeitos podem causar mudanças drásticas nas vidas dos indivíduos e devem ser estabelecidos, estudados e compreendidos, a fim de fornecer ao paciente e às pessoas de seu convívio, uma melhor experiência pós TCE. Objetivo: Destacar os impactos negativos das sequelas cognitivas na vida de indivíduos que sofreram traumatismo cranioencefálico. Método: Foi realizada uma revisão integrativa e utilizou-se a base de dados PubMed, os descritores foram: “Traffic accidents”, “Brain Injury”, “Head trauma”, “Cognitive dysfunctions”, “Cognitive disorders” e “Adults”, utilizados juntamente a operadores booleanos para a construção da seguinte estratégia de busca: “Traffic acidentes AND brain injury OR head trauma AND cognitive dysfunctions OR cognitive disorders AND adults”. A pergunta definida a partir do acrônimo PICO foi: “Quais os impactos das sequelas cognitivas na vida do indivíduo pós traumatismo cranioencefálico?”. Os filtros utilizados foram: humans, 2018-2023, case reports, clinical study, observacional study, publication date 5 years, adults 19+, clinical trials. Foram selecionados estudos publicados entre os anos de 2018 e 2023, escritos em inglês e português, englobando alguns tipos de desenho de estudo, tais quais, caso-controle e estudos de coorte longitudinais ou transversais, que analisaram uma população acima de 19 anos, de ambos os sexos, vítimas de TCE, comparando-as com indivíduos de característica similares, porém não vítimas de TCE. Resultados: Os estudos relataram sequelas nas funções cognitivas, sociais e emocionais após o TCE, resultando na piora da qualidade de vida, associada a um maior sofrimento psicológico e menor satisfação. Os impactos negativos relatados são, essencialmente, desenvolvimento de depressão, insatisfação, perda de autonomia e incapacidade de retomar as atividades laborais, sendo que, apenas metade dos indivíduos retornam a suas ocupações profissionais após o trauma e, aqueles que retornam, retornam em trabalhos adaptados para sua nova condição. Também são relatadas mudanças de estado civil, havendo um aumento no número de divórcios dos indivíduos vítimas de TCE. Por outro lado, alguns artigos não encontram conexão entre TCE e declínio da função cognitiva, sem, portanto, impactos relacionados a isto. Conclusão: As sequelas cognitivas ocorrem em muitos casos de TCE e impactam negativamente na vida das vítimas do trauma. Esses indivíduos apresentam, na maioria das vezes, sintomas depressivos e menor satisfação com a vida, além de estarem suscetíveis a outras mudanças sociais, relacionadas, principalmente, à ocupação profissional e matrimônio. A qualidade de vida, em geral, dos indivíduos vítimas de TCE também é reduzida em relação à vida anterior ao trauma. No entanto, outros estudos apontam que não há relação entre o TCE e as sequelas cognitivas, não havendo, portanto, impactos negativos decorrentes destas.

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Publicado

2026-09-23