DÉFICIT COGNITIVO PÓS-COVID EM ADULTOS SEM DEFICIÊNCIA PRÉVIA: REVISÃO INTEGRATIVA
Palavras-chave:
1. Disfunção Cognitiva, 2. COVID-19, 3. DemênciaResumo
Introdução: O Sars-Cov-2, membro da família dos coronavírus e causador da pandemia do Covid-19, a Pandemia mais recente no mundo, dada como início no dia 26 de fevereiro de 2020 que atingiu seres humanos. Com base em artigos de pesquisa podemos observar o comprometimento cognitivo e as deficiências causadores pelo Sars-Cov-2. Objetivo: Realizar uma revisão integrativa da literatura sobre o impacto do COVID-19 sobre o déficit cognitivo de indivíduos previamente sadios. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados PubMed e Portal Capes (publicados de 2020 a 2023), com os seguintes termos na língua inglesa combinados com operadores booleanos "AND" e "OR": "Covid" AND Memory, Covid AND Dementia, Covid AND Cognitive Impairment; Memory"; OR Memory Short-Term; AND "Cognitive Impairment" OR Mild Cognitive OR Cognitive Declines OR Cognitive Dysfunctions Impairment; AND "SARS-CoV-2" OR Covid-19, OR "Covid" AND "Dementia". Como estratégias de buscas foi realizado consultas aos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS/MeSH), para conhecimento dos descritores universais. Estes processos de seleção foram realizados por 4 avaliadores; na primeira fase a seleção de artigos pela leitura e na segunda fase foi realizada a seleção dos artigos para seleção dos dados. A estruturação da pergunta principal de pesquisa foi utilizada a estratégia PICO (population, intervention, comparison and outcomes): perda de memória de curto prazo, raciocínio lento, sintomas de demência, exaustão mental. Baseado também nas respostas na pergunta chave: “Qual impacto do COVID-19 sobre o déficit cognitivo de indivíduos previamente sadios?”. Observou- se também que um número maior de pesquisas é necessário para desenvolver um protocolo de tratamento eficaz, dada à diferença marcante na qualidade mental observada entre os pacientes antes e após a infecção por COVID-19. Sendo assim, foram consideradas diferentes informações para extrair os dados, como: autor, amostra, desenho do estudo, intervenção, comparador e dados estatísticos de interesse. Resultados: Após testes cognitivos como MoCA (Avaliação Cognitiva de Montreal) e QVRS (Avaliação da Qualidade de Vida Relacionada à Saúde) foi possível identificar que muitos pacientes que obtiveram o resultado do exame positivo para o COVID-19 apresentam consequências neurológicas graves. Os escores patológicos diminuíram ao longo do tempo, mas uma alta taxa de escores limítrofes ainda era observável. Análises longitudinais destacaram melhorias na memória verbal e não-verbal, bem como na atenção e no funcionamento executivo. Também foi possível observar outros sintomas como: alteração relevante na memória de curto e longo prazo (52,74%), cansaços extremos (47,9%), déficit de atenção (33,79%), presença de ansiedade ou depressão (30,0%). Nas mesmas pesquisas realizadas, foram encontrados relatos de que houve a diminuição ao longo do tempo destes sintomas, sendo eles associados ao desempenho atento executivo. Conclusão: É possível concluir que estes estudos mostram que sequelas cognitivas podem persistir em pacientes após a infecção por COVID-19. Diante dos dados apresentados, observou-se que um número maior de pesquisas é necessário para desenvolver um protocolo de tratamento eficaz dada à diferença marcante na qualidade mental observada entre os pacientes antes e após a infecção da doença. Para avaliar os tipos e frequências neurológicas notificadas associadas à COVID-19, a OMS contribuiu com uma revisão envolvendo dados de pacientes com infecções agudas pela patologia. Em uma revisão rápida foi descoberto que certas doenças neurológicas preexistentes estão associadas à gravidade da COVID-19.Downloads
Publicado
2026-09-23
Edição
Seção
Resumos