A PREVALÊNCIA DE DERMATOPATIAS METABÓLICAS NA POPULAÇÃO COM DIABETES MELLITUS
Palavras-chave:
Diabetes Mellitus, Dermatopatia, Complicações da DiabetesResumo
Introdução: Diabetes Mellitus é uma doença metabólica caracterizada pela hiperglicemia, que é resultado da síntese defeituosa, resistência periférica ou disfunção da insulina; é multifatorial, podendo se desenvolver a partir dos hábitos de vida do indivíduo ou por ataque autoimune. Uma de suas complicações menos discutidas, mas com tamanha importância, é a relação entre a Diabetes Mellitus e as dermatopatias metabólicas. Essas manifestações cutâneas podem ser caracterizadas como sintomas das mudanças metabólicas na população diabética e afetar de forma significante a qualidade de vida desses pacientes. Em suma, a prevalência de manifestações cutâneas na população com Diabetes Mellitus é um problema expressivo e frequente subestimado. O impacto dessas manifestações na qualidade de vida dos indivíduos é considerável, e sua compreensão desta relação é essencial para uma abordagem abrangente e eficaz no tratamento da diabetes e evitar suas complicações. Objetivo: busca da prevalência, as características clínicas e fatores de risco a respeito de dermatopatias metabólicas na população feminina e masculina, apresentando Diabetes Mellitus tipo 1 e 2. Método: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura, abrangendo a população infantil, adolescentes e adultos de ambos os sexos, diagnosticados com Diabetes Mellitus tipo 1 e tipo 2. Resultados: Dermatofitose foi identificada como a lesão cutânea com maior relação ao quadro clínico, apresentando uma prevalência de 48% nos estudos analisados. Essa condição, também conhecida como tinea ou micose superficial, é uma infecção fúngica que afeta a pele, cabelos e unhas, sendo causada por fungos dermatófitos. Conclusão: As dermatopatias metabólicas na população com Diabetes Mellitus são significativamente prevalentes, apresentando uma grande variedade de manifestações cutâneas que afetam diretamente a qualidade de vida dos pacientes. Essas condições cutâneas incluem desde infecções fúngicas, como a Dermatofitose, até alterações mais graves. A ocorrência dessas dermatopatias reflete, em grande parte, o controle glicêmico inadequado e o risco aumentado de complicações micro e macrovasculares associados ao diabetes. Portanto, o manejo abrangente do diabetes deve necessariamente incluir uma avaliação regular da pele por um dermatologista especializado. Isso permitirá a identificação precoce de alterações cutâneas, possibilitando intervenções terapêuticas oportunas e específicas. Além disso, a educação contínua dos pacientes sobre cuidados dermatológicos adequados é crucial. Quando necessário, intervenções terapêuticas específicas devem ser implementadas para prevenir e tratar essas manifestações cutâneas. Estas podem incluir o uso de medicamentos tópicos ou sistêmicos, mudanças no regime de controle glicêmico, e, em casos mais graves, procedimentos dermatológicos especializados. Em suma, uma abordagem multidisciplinar que envolve endocrinologistas, dermatologistas, e outros profissionais de saúde é essencial para melhorar os resultados clínicos e a qualidade de vida dos pacientes com Diabetes Mellitus que sofrem de dermatopatias metabólicas.Downloads
Publicado
2026-09-23
Edição
Seção
Resumos