CIRURGIA CARDÍACA MINIMAMENTE INVASIVA EM PACIENTES COM CARDIOPATIAS: REVISÃO INTEGRATIVA

Autores

  • Tais Aline Bregion dos Santos Proença Autor
  • Sophia Lemes Pereira Autor
  • Ana Clara Figueiredo Godoy Autor
  • Mariana Valenhes dos Santos Autor
  • Nicolas da Costa Almeida Bento Autor
  • Gabriella Peron de Oliveira Autor
  • Gabriela Wild Inacio Cantaccei Autor
  • Cristóvam Emílio Herculiani Autor

Palavras-chave:

Cirurgia cardíaca, Procedimento cirúrgico cardiovascular, Procedimento cirúrgico minimamente invasivo, Cirurgia cardíaca minimamente invasiva vídeo assistida

Resumo

Introdução: Atualmente o acesso cirúrgico de eleição para procedimento cardíaco em geral é a esternotomia mediana total, entretanto, é sabido que o trauma cirúrgico envolvido é grande, devido a incisão extensa, resultando na baixa qualidade de vida do paciente no pós operatório, reflexo de desconforto e dor intensa em um tempo relativamente prolongado para a recuperação funcional, além da possibilidade de infecções graves. Dentro deste contexto, a cirurgia cardíaca minimamente invasiva consiste em uma técnica onde são utilizadas pequenas incisões para acessar a região precordial, visando um menor trauma cirúrgico, menor tempo e dor no pós-cirúrgico, além de proporcionar uma melhor estética, e evolução do paciente no pós-operatório, sem comprometer os resultados esperados. Objetivo: Esta revisão teve como objetivo analisar e sintetizar as evidências sobre a eficácia e segurança da cirurgia cardíaca minimamente invasiva (CCMI) em comparação com a abordagem cirúrgica tradicional. Método: Trata-se de uma revisão integrativa, em que foi conduzida uma busca nas principais bases de dados científicas PubMed e Portal Capes, foram consideradas as seguintes combinações de descritores e operadores booleanos: “cardiopatias E cirurgia cardíaca”, “cardiopatias E procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos”, “cardiopatias E procedimentos cirúrgicos cardiovasculares”, “cirurgia cardíaca E procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos”, “cirurgia cardíaca E procedimentos cirúrgicos cardiovasculares” e “procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos E procedimentos cirúrgicos cardiovasculares” e “heart diseases AND cardiac surgery”, “heart diseases AND minimally invasive surgical procedures”, “heart diseases AND cardiovascular surgical procedures”, “cardiac surgery AND minimally invasive surgical procedures” , “heart surgery AND cardiovascular surgical procedures” and “minimally invasive surgical procedures AND cardiovascular surgical procedures”, onde foram aplicados os seguintes filtros: “ano”, “idioma” e “tipo de estudo”, permitindo a extração e análise dos dados para identificar padrões e tendências relacionados à CCMI. Resultados: Os resultados revelaram que a CCMI está associada a uma menor incidência de complicações pós- operatórias, menor tempo de recuperação, redução da dor no pós-operatório e menor tempo de internação hospitalar em comparação com a cirurgia tradicional. Ainda, a CCMI demonstrou ser segura, eficaz e capaz de proporcionar resultados satisfatórios, contribuindo para a melhoria dos desfechos cirúrgicos e da qualidade de vida dos pacientes submetidos a procedimentos cardíacos. Conclusão: A CCMI é considerada uma técnica eficaz e viável com benefícios, como menor tempo de permanência na unidade de terapia intensiva (UTI) e internação, menor trauma cirúrgico, com conseqüente diminuição da dor e melhor recuperação no pós operatório, melhorando a qualidade de vida do paciente. Ainda, ressalta-se que a idade não deve ser considerada como uma barreira absoluta para realização de cirurgias minimamente invasivas, haja visto que a maioria dos pacientes convalescentes são idosos, sendo essencial identificar aqueles que mais se beneficiarão em termos de sobrevida e funcionalidade pós-operatória, sendo fator determinante para se obter o sucesso do tratamento.

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Publicado

2026-09-23