TIPOS DE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA VIVENCIADAS DURANTE O PARTO: REVISÃO QUALITATIVA

Autores

  • Nariele Samira de Souza Autor
  • Geovanna de Castro Feitosa Autor
  • Isadora Santos Coutinho de Souza Autor
  • Julia de Almeida Cardoso Autor
  • Jordana Colombo Barboza Autor
  • Bruna Gonçalves Manzoni Autor
  • Anne Yasmin Stati Possetti Autor
  • Marina Viana Gottgtroy Autor
  • Ana Letícia Cogo Autor
  • Paula Cristina Cola Autor

Palavras-chave:

Violência obstétrica. Parto. Gestantes. Parturientes

Resumo

Introdução: a violência obstétrica consiste em um conjunto de práticas abusivas que ocorrem durante o trabalho de parto, desrespeitam o corpo da gestante e favorecem a perda de sua autonomia por meio de ações inadequadas dos profissionais de saúde. Dentre os tipos mais frequentes achados na literatura, pode-se citar a violência física, como a episiotomia, a manobra de Kristeller e exame de toque com frequência e ríspido. Além disso, ocorre também a violência verbal por meio de xingamentos que banalizam a dor da parturiente, a aplicação de ocitocina sintética sem o consentimento materno ou mesmo diante da recusa pela mesma e a proibição de acompanhante durante o parto. Assim, a discussão sobre essa temática é válida, pois analisará os tipos de violência obstétrica mais frequentes vivenciadas pelas gestantes, visto que há poucos assuntos literários acerca desse tema e os existentes não analisam a ocorrência de forma quantitativa. Objetivo: compreender quais são os tipos de violência obstétrica mais frequentes no centro obstétrico. Método: trata-se de uma revisão integrativa do tipo qualitativa. Foram selecionados artigos nas bases de dados PubMed e Portal Capes, os descritores foram violência obstétrica (obstetric violence) e parto (childbirth) e os operadores booleanos usados foram AND e OR. A pergunta PICO norteadora tem como a população gestantes de 16 a 50 anos, tendo como fatores de exposição a violência obstétrica no parto, a qual não houve comparador e o desfecho consiste em qualificar os tipos de violência obstétrica durante o parto. Os filtros utilizados foram de idiomas inglês, português e espanhol, de estudos no período dos últimos 10 anos realizados com a espécie humana e do sexo feminino, entre 13 e até mais de 45 anos de idade. Os critérios utilizados para a inclusão dos artigos foram estudos qualitativos acerca do conteúdo tratado, os quais se embasaram em questionários virtuais, relatos de casos, entrevistas presenciais e online para obtenção dos dados e os estudos de revisão foram excluídos. Resultados: foram eleitos 6 artigos, constatando-se que os tipos mais frequentes de violência obstétrica são a episiotomia, a manobra de Kristeller, os toques excessivos, a proibição de acompanhante, os xingamentos, a banalização da dor da mãe e a administração de ocitocina sem consentimento materno. Conclusão: os tipos de violência obstétrica mais prevalentes são violência física e verbal. Além disso, observou-se que essa é uma temática ainda pouco discorrida em trabalhos acadêmicos, o que se comprovou durante os ínfimos achados na literatura.

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Publicado

2026-09-23