ESTIMULAÇÃO CEREBRAL PROFUNDA E SUA INFLUÊNCIA NA ATIVIDADE MOTORA DE PACIENTES COM DOENÇA DE PARKINSON
Palavras-chave:
Mal de Parkinson, parkinson, neurocirurgia, mal de Parkinson, distúrbios neurológicosResumo
Introdução: A doença de Parkinson é uma doença neurológica que compromete a mobilidade e a qualidade de vida dos pacientes, ou seja, os sintomas motores e não motores. O tratamento de estimulação cerebral profunda traz mudanças benéficas desde o estado emocional do paciente até sua inclusão social. Objetivo: Avaliar a eficácia da estimulação cerebral profunda na melhora da função motora em pacientes diagnosticados com a doença de Parkinson. Método: Realizou-se um estudo de revisão integrativa, por meio da base de dados do PubMed e Portal Capes com os seguintes descritores de operadores booleanos “AND” e “OR”: “Parkinson’s disease AND deep brain stimulation AND older”, “Parkinson AND neurocirurgia OR estimulação profunda OR mal de Parkinson”. Na base de dados do PubMed foram aplicados os seguintes filtros: “Últimos 10 anos”; “acesso aberto”. Na base de dados do Portal Capes foram aplicados os seguintes filtros: “Últimos 10 anos”; “acesso aberto” e “revisado por pares”. A seleção dos artigos foi realizada em duas fases distintas realizadas por seis avaliadores independentes, com base na leitura dos títulos e resumos dos artigos, seguida pela leitura completa dos textos selecionados para a extração de dados. A pergunta norteadora foi “Como a estimulação cerebral profunda contribui para a melhora da mobilidade e autonomia em pacientes com doença de Parkinson?”, com utilização do acrônimo PICO sendo o P: Pacientes com Doença de Parkinson; I: Estimulação cerebral profunda; C: Sem Procedimento; O: Melhora motora. Os estudos considerados para análise foram principalmente de intervenção e observacionais. Na segunda fase de seleção, ocorreu a exclusão de artigos de revisão narrativa, revisão integrativa e caso clínico. Para as características da amostra foram extraídos dados de idade (entre 50-80 anos), sexo (homens e mulheres), etnia (brancos, pardos e negros), estágio inicial da doença de Parkinson, medicação pré-operatória, localização e parâmetros dos eletrodos implantados, tempo de seguimento e complicações cirúrgicas. Para estudos de intervenção, foram obtidos dados de estimulação cerebral profunda (ECP) versus tratamento medicamentoso. Foram extraídos resultados sobre a melhora motora. Resultados: Indicaram que várias técnicas de estimulação cerebral, incluindo a Estimulação do Núcleo Subtalâmico (STN-DBS), a Estimulação Cerebral Profunda (ECP), a Estimulação Elétrica Profunda (EEP), a Estimulação Profunda Subperiostal (spDBS) e a Estimulação Profunda Cortical (cDBS), são eficazes na melhora da função motora contra movimentos involuntários (tremores, rigidez ou lentidão) e da qualidade de vida em pacientes com Doença de Parkinson (DP). Além disso, essas técnicas também reduzem a necessidade de medicamentos para o tratamento da doença e seus resultados superaram as contraindicações e complicações decorrentes da cirurgia. Conclusão: Apesar dos possíveis efeitos adversos associados a essas técnicas de estimulação cerebral, os benefícios proporcionados por elas superam os riscos associados, com potencial para melhorar, de maneira significativa, a atividade motora do paciente e sua qualidade de vida socialmente. É recomendado também uma aprimoração nas técnicas da neurocirurgia, providenciando um tratamento a longo prazo e com mínimos efeitos colaterais e diminuição da quantidade dos medicamentos a serem utilizados juntamente ao tratamento.Downloads
Publicado
2026-09-23
Edição
Seção
Resumos