COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS EM PACIENTES SUBMETIDOS A RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR (LCA)

Autores

  • Paula Takano Golono Autor
  • João Victor Cardoso Casarin Autor
  • João Felipi Fernandes Riguette Autor
  • Ana Julia Fattori Autor
  • João Vitor Fernandes Presumido Autor
  • Guilherme de Lucio Hosni Autor
  • Cristovan Emílio Herculiani Autor

Palavras-chave:

Osteoartrite. Reconstrução de ligamento cruzado anterior. Complicações pós-operatórias

Resumo

Introdução: A ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) é uma lesão comum nas articulações do joelho, causando instabilidade. A reconstrução do LCA (RLCA) é frequentemente realizada para restaurar a anatomia e biomecânica do joelho, especialmente em jovens ativos envolvidos em esportes. Apesar dos avanços na técnica cirúrgica, permanecem questões sobre as consequências a longo prazo, como a osteoartrite (OA). Estudos indicam que 50-90% dos pacientes desenvolvem OA 10-15 anos após a lesão, independentemente do tratamento. A detecção de OA envolve métodos clínicos e laboratoriais, incluindo exames de ressonância magnética (RM) para monitorar a progressão da doença. Fatores como idade, intervalo entre lesão e cirurgia, e complicações pós-operatórias estão associados ao desenvolvimento de OA. No entanto, a compreensão exata de como esses fatores contribuem para a OA pós-RLCA ainda é limitada, devido à falta de estudos metodologicamente sólidos. Portanto, a avaliação precisa do risco de OA após RLCA continua sendo um desafio, destacando a necessidade de mais pesquisas sobre o tema. Objetivo: Este estudo em análise examina minuciosamente a correlação entre a reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) e o subsequente desenvolvimento de osteoartrite (OA) no joelho. Método: Uma revisão integrativa sobre a influência da reconstrução do ligamento cruzado anterior (RLCA) na osteoartrite (OA) utilizou a estratégia PICO para a pergunta de pesquisa. Foram selecionados estudos com população acima de 20 anos, submetidos à RLCA, e que avaliaram a prevalência de OA. A busca nos bancos de dados PubMed e Portal Capes resultou em 5 artigos selecionados. Os critérios de inclusão abrangeram estudos prospectivos, ensaios clínicos e multicêntricos. Os dados extraídos incluíram características da amostra, desenho do estudo, intervenção, comparador e dados estatísticos sobre a prevalência de OA. As análises identificaram fatores de risco associados ao desenvolvimento de OA, como idade e índice de massa corpórea. A apresentação dos resultados incluiu a prevalência de OA por ressonância magnética e sintomas clínicos, destacando a importância do acompanhamento a longo prazo após RLCA. Os filtros utilizados foram: “artigos publicados nos últimos 10 anos (2014-2024)”, “estudo de coorte prospectivo”, “ensaio clínico”, “ensaio clínico controlado”, “estudo multicêntrico”. Os descritores utilizados são: “AND”:"postoperative complications" AND"anterior cruciate ligament reconstruction" AND"osteoarthritis”. Resultados: dentre os fatores de risco associados à OA após a reconstrução do LCA, destacam-se a idade do paciente, o índice de massa corporal (IMC) e lesões adicionais, como a meniscectomia. Lesões meniscais concomitantes à ruptura do LCA aumentam consideravelmente a probabilidade de desenvolver OA no joelho. Além disso, a idade avançada e o sobrepeso são fatores contribuintes devido ao aumento do atrito na articulação e à diminuição da capacidade de reparação tecidual. Contudo, a revisão identificou algumas limitações nos estudos, como tamanhos de amostra variáveis e metodologias divergentes, dificultando a comparação dos resultados. A evasão de pacientes durante o acompanhamento também impactou a análise dos dados, reduzindo o tamanho da amostra e afetando a potência estatística. Conclusão: apesar dessas limitações, a reconstrução do LCA permanece um procedimento crucial para restaurar a estabilidade do joelho após lesões traumáticas. Entretanto, é fundamental considerar os fatores de risco associados ao desenvolvimento de OA pós-operatória e implementar estratégias de tratamento e reabilitação adequadas para melhorar os resultados a longo prazo e reduzir a prevalência de OA após a reconstrução do LCA.

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Publicado

2026-09-23