PREVALÊNCIA DE SINAIS CLÍNICOS DE ANSIEDADE E DEPRESSÃO NO CONTEXTO DA COVID- 19 EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS: REVISÃO INTEGRATIVA

Autores

  • Felipe Ramos Morelatto Autor
  • Leonam Vítor de França Rocha Autor
  • Nathália Mendes Machado Autor
  • Valentina Carvalho Haddad Avezum Autor
  • Rafaela Gazoli Barbosa Autor
  • Diego Iwao Yamada Autor

Palavras-chave:

Pandemia. Saúde mental. Estresse

Resumo

Introdução: Dentre as medidas de segurança implementadas para conter o avanço da pandemia por COVID-19, os lockdowns e o distanciamento social foram responsáveis por modificar completamente as relações sociais, requerendo uma reinvenção dos mecanismos de trabalho e estudo. Essa nova realidade exigiu bruscas modificações no âmbito universitário, como aprendizado individualizado e on-line, fatores que, aliados às mudanças na rotina, imprevisibilidade do futuro e necessidade de lidar com possível contaminação promoveram notável aumento na prevalência de sinais compatíveis com transtornos psicológicos como ansiedade e depressão. Objetivo: Relacionar a prevalência de sinais clínicos compatíveis com ansiedade e depressão, decorrentes das mudanças psicossociais advindas da pandemia de COVID-19 em estudantes universitários. Material e método: Trata-se de uma revisão integrativa, que sucedeu nas seguintes etapas: identificação do tema e estruturação da pergunta de pesquisa; definição dos critérios de inclusão; seleção dos artigos nas bases de dados científicas;avaliação e análise dos estudos selecionados; interpretação dos resultados e apresentação da revisão integrativa. Foram utilizados na plataforma Portal Capes os descritores “Ansiedade”; “Depressão”; “Universitários” e “Covid”, com o operador booleano “E” entre cada descritor. Os critérios de inclusão foram: trabalhos gratuitos disponíveis na íntegra, publicados entre 2020 e 2022. Resultados: Fatores como duração do período de isolamento social e do sono, medo de infecção, frustração, tédio, informações inadequadas, situação financeira e estigma sobre a situação vivenciada contribuíram com o surgimento das alterações observadas. Tais como depressão (42%), ansiedade, falta de energia (26%), déficits na formação acadêmica pela falta de concentração (84%) e menor aprendizado (65%). Conclusão: Confirma- se que o período pandêmico provocou uma série de alterações negativas no contexto psicossocial da população, mostrando-se necessário o suporte e aconselhamento psicológicos para garantir a melhoria desse quadro.

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Publicado

2026-09-23