O CENÁRIO DO CÂNCER DE MAMA FEMININO NO ESTADO DE SÃO PAULO NO PERÍODO DE 2013 A 2022: A CORRELAÇÃO ENTRE INCIDÊNCIA E IDH

Autores

  • Fernando Gonçalves da Silva Autor
  • Jayne Ferreira Rocha Autor
  • Maria Eduarda Costa Tamega Autor
  • Julia Aparecida Garguerra Autor
  • Otavio Brandão Paredes Autor
  • Prysla Ariane Marques Moreira Autor
  • Cristóvam Emílio Herculiani Autor

Palavras-chave:

Câncer de Mama. Carcinoma de Mama. Tumores Mamários. Incidência. São Paulo

Resumo

Introdução: O câncer de mama (CM) tem sua origem em alterações genéticas nas células da glândula mamária. Esse tipo de carcinoma é o segundo de maior incidência em mulheres no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não melanoma, e essa relação é observada também no estado de São Paulo. Objetivo: Correlacionar os valores de incidência de CM feminino e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para municípios do estado de São Paulo, no período de 2013 a 2022, com o intuito de estabelecer uma relação causa-efeito. Material e método: Trata-se de um levantamento estatístico, retrospectivo e descritivo de dados quantitativos e secundários obtidos por meio da plataforma DATASUS e Fundação SEADE. Para o estudo foi considerada a população de 22,9 milhões de mulheres no Estado de São Paulo. Foram incluídos na análise somente dados de mulheres adultas acometidas com câncer de mama entre os anos de 2013 e 2022. Para as mulheres que apresentaram notificação de carcinomas mamários foram obtidos dados sobre a faixa etária e calculada a incidência desse tipo de neoplasia por ano e faixa etária. O tratamento estatístico dos dados quantitativos e secundários foi realizado com apoio do programa BioEstat 5.0. Foram aplicados os testes de Lilliefors, Shapiro-Wilk e Spearman. A probabilidade de significância considerada para as operações efetuadas foi de 5% (p<0,05).Resultados: No período analisado houve a notificação de 100.613 casos de CM feminino no estado de São Paulo. Tem-se que, 63,45% desses diagnósticos são de mulheres com idades entre 45 e 69 anos, e as cidades de Jaú, Barretos e Pariquera-Açu foram as que apresentaram os maiores valores de incidências médias desse tipo de carcinoma. Entre 2013 e 2017 a correlação entre o IDH e a incidência variou de bem fraca para fraca (0,01 – 0,22), além do p-valor>0,05. Enquanto, no período entre 2018 e 2022, a mesma correlação apresentou valores discretamente maiores (0,31 – 0,39) e p-valor<0,05. Conclusão: Infere-se que, com o aumento do número de municípios do estado de São Paulo capazes de diagnosticar a neoplasia mamária, a significância entre o IDH e a incidência torna-se considerável, já que, a partir de 2018, tem-se p-valor<0,05. Somado a isso, observou-se que, cidades com centros de referência para diagnóstico de CM feminino e com maiores valores de IDH apresentaram maiores incidências, o que pode indicar o impacto de fatores socioeconômicos, ambientais ou comportamentais.

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Publicado

2026-09-23