PREVALÊNCIA DA AUTOMEDICAÇÃO ENTRE UNIVERSITÁRIOS

Autores

  • Larissa Machado de Souza Autor
  • Lívia de Oliveira Alves Autor
  • Maria Vitória Barroso Oliveira Autor
  • Vitória Alvin Rochiti Autor
  • Eduardo Federighi Baisi Chagas Autor

Palavras-chave:

Automedicação. Universitários. Saúde. Prevalência

Resumo

Introdução: Segundo o Ministério da Saúde, automedicação é o ato de tomar remédios por conta, sem orientação médica. No Brasil, segundo o Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo, 77% dos brasileiros têm o hábito de se automedicar. Diante disso, o presente trabalho avalia a prevalência da automedicação entre os universitários tendo em vista a alta recorrência de tal prática neste grupo. Objetivo: Analisar a prevalência de automedicação em discentes de graduação dos cursos de Medicina e a Veterinária. Material e método: Foi realizado um estudo observacional transversal de prevalência. A amostra foi do tipo não probabilística de conveniência de discentes e graduação dos cursos de Medicina e Veterinária na Universidade de Marília (UNIMAR) com idade maior ou igual a 18 anos. A coleta de dados foi realizada por formulário on-line, na plataforma do Google Forms.O questionário foi elaborado para obter informações sobre: presença de automedicação; motivação da automedicação; e; consciência sobre os riscos e efeitos adversos das medicações. As variáveis qualitativas estão descritas pela distribuição de frequência absoluta e relativa (%).A comparação das medianas foi realizada pelo teste não paramétrico de Mann-Witney. Para testar a distribuição de proporção foi realizado o teste Binominal. O nível de significância (α) adotado foi de 5%. Resultados: Verificou-se que a amostra foi constituída de 66% dos entrevistados são do curso de medicina e 34% cursa Veterinária. Dentre os dados coletados 19%do total se automedica com medicamentos que necessitam de receita médica, sendo maior na Medicina com 20,6%. Foi observado que 74,0% da amostra fazem uso de medicamentos que não necessitam de receita médica, com 79,4% no curso de Medicina e 63,6% no curso de Medicina Veterinária. Foi verificado que, 96,3% dos participantes afirmam saber do risco da automedicação, dentre esse valor, sendo 100% no curso de Medicina e 89,4% no curso de Veterinária. Foi observado que 68,2% confirmam ter se aconselhado com terceiros no momento da automedicação, sendo na Medicina 62,7% e na Medicina Veterinária 68,2%. Para todas as comparações entre os cursos não foi verificada diferença estatisticamente significante. Conclusão: Embora alunos do curso de Medicina tenham apresentado maior proporção de automedicação para medicamentos que necessitam ou não de receita médica, não foi verificada diferença significativa em relação aos alunos de graduação em Medicina Veterinária. Entretanto, para ambos os cursos, foi observada a presença a automedicação, tanto para medicamentos que necessitam de receita, quanto para medicamentos que não necessitam de receita. Apesar da automedicação com medicamentos que necessitam de receita tenha apresentado menor prevalência, o uso destes medicamentos tem maior impacto na saúde e indicam a necessidade de intervir sobre este comportamento na população estuda.

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Publicado

2026-09-23