CONHECIMENTO SOBRE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA

Autores

  • Letícia Mathias Simões Nakano Autor
  • Lívia Maria Oliveira dos Santos Autor
  • Lívia Matias Ribeiro de Souza Autor
  • Marina Lancaster Autor
  • Melyssa Xavier Ferreira Autor
  • Roberta Maria Mota Martins Aoki Autor
  • Rubens Vieira Neves Neto Autor
  • Heloisa Helou Doca Autor

Palavras-chave:

Violência Obstétrica. Parto. Nascimento. Conhecimento. Medicina

Resumo

Introdução: A Violência Obstétrica é um tema de importante debate na Saúde Pública, devido à grande repercussão na mídia televisiva, mídias sociais, de casos ocorridos no ambiente de atendimento à mulher durante o período gestacional e puerpério. Esse projeto de pesquisa envolve o profissional da saúde, que é peça fundamental para entender esse contexto e tem obrigação de preservar a relação paciente/profissional. Na atualidade, observa-se que a violência obstétrica é uma das principais e menos abordadas infrações dos direitos das mulheres. Tendo isso em vista, é fato que tal assunto necessita de maior envolvimento científico e humanitário, a fim de disseminar a gravidade e importância que o tema possui na vida das pacientes. Objetivo: Esta pesquisa objetivou verificar o conhecimento sobre violência obstétrica entre alunos do primeiro ano e sexto ano do curso de medicina da Universidade de Marília. Material e método: Foi realizado um estudo observacional transversal. A amostra foi constituída de alunos do 3° e 11° termo do curso de Medicina da Universidade de Marília (UNIMAR) para comparação entre os anos de graduação. “A coleta de dados foi realizada por questionário no Google Forms”. As variáveis do estudo foram definidas pelas seguintes questões (Q): “Quais são as principais consequências da violência obstétrica para a saúde física da mulher”(Q1); “Você sabe o que é episiotomia”(Q2); “Você sabe o que é manobra de Kristeller” (Q3); “É permitido o uso de ocitocinas sintéticas na hora do parto”(Q4); “Quais são as principais consequências da violência obstétrica para a saúde física da mulher” (Q5); “A versão cefálica externa (VCE) é indicada para todas as gestantes” (Q6); “Como prevenir a violência obstétrica durante o parto” (Q7). Para realização das estatísticas foi utilizado o Excel para tabulação dos dados, e, por conseguinte o programa BioEstat®., no qual operado os testes Exato de Fisher e Qui- quadrado para Associação. Resultados: Nas questões Q1 (30 =96,3%; 110 = 92,6%), Q5 (30=66,67%; 110 = 92,86%) e Q7 (30 =88,89%; 110 = 85,71%) não foi observada diferença significativa entre as duas populações estudadas em relação ao percentual de acerto, uma vez que o p-valor encontrado foi maior que 0,05. Contudo, em Q2 (3 0 = 51,85%; 110 = 100%), Q3 (30 = 29,63%; 110 = 100%), Q4 (30 = 18,52%; 110 = 92,86%), e Q6 (30 = 25,93%; 110 = 85,71%), foi obtido diferença significativa na proporção de acertos entre os termos, com p-valor <0,050. Conclusão: Tendo isso em vista foi comprovada a diferença de conhecimento entre os estudantes dos termos examinados em 4 das 7 variáveis apresentadas, as quais houve grande diferença na porcentagem de acerto. Nas outras 3 variáveis que não foram observadas diferença significativa de distribuição foi levantada a hipótese de que tais perguntas tinham um cunho menos técnico-científico, quando comparado com as demais.

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Publicado

2026-09-23