USO DE LENTES CORRETIVAS EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS

Autores

  • Laís Melo Azevedo Autor
  • Lorena Natalino Haber Garcia Autor
  • Maria Clara Massaroti Moreno Autor
  • Mariana Gomes Agulhon Autor
  • Rafael Trevisan Ribeiro Clapis Ferreira Autor
  • Sophia Munhoz Fabretti Autor
  • Eduardo Federighi Baisi Chagas Autor

Palavras-chave:

Hábito. Saúde ocular. Visão. Lentes de contato. Óculos

Resumo

Introdução: Problemas de deficiência visual são responsáveis por atingir cerca de 2,2 bilhões de pessoas em todo o mundo. Dentre os principais distúrbios da visão, destacam- se a miopia, astigmatismo e hipermetropia. Essa pesquisa se justifica na tentativa de correlacionar os hábitos de estudo de alunos universitários com o uso de lentes corretivas, na tentativa de suprir a lacuna que existe do conhecimento em pesquisas cientificas a fim de proporcionar uma melhor acuidade e conforto visual. Objetivo: Analisar a prevalência do uso de lentes corretivas em jovens universitários e sua relação com hábitos de estudo, sexo e faixa etária. Material e método: Trata-se de um estudo observacional transversal de prevalência.A amostra foi constituída de estudantes de universidades públicas e privadas de ambos os sexos com idade maior que 18 anos. A coleta e dados foi realizada por meio de questionários elaborados para os objetivos do estudo e aplicados por meio do Google Forms®. Foram coletados os dados referentes ao sexo, idade e uso de lentes corretivas. Em relação aos hábitos de estudo foram obtidas informações sobre o tempo de uso de celular, computador, tablet e televisores para aprendizado. Para aqueles com uso de lentes corretivas foram obtidos dados sobre o tipo de afecções mais prevalentes. As amostras qualitativas foram descritas pela distribuição de frequência relativa e absoluta e as quantitativas pela média e desvio-padrão/amplitude. Para analisar a associação entre as variáveis qualitativas foi realizado o teste do Qui- quadrado e para as médias, o teste t-Student. O nível significância foi de 5% e os dados serão analisados no software BioEstat 5.0®. Este projeto foi aprovado no Comitê de Ética e Pesquisa (CEP), sob o protocolo de número: 5.988.326/2023. Resultados: A pesquisa contou com 108 participantes, 31 homens e 77 mulheres com idade média de 23 anos. Em relaçãoao tempo de uso de telas de celular, computador/tablet a maior parte dos entrevistados relataram até 8 horas por dia, respectivamente 44,75% e 33,33%. Em contraste, o tempo destinado a televisores, a maioria (70,38%) relatou não assistir ou ser pouco utilizada (<1 hora). Ademais, 31.48% responderam não conseguir estudar sem o uso de telas. Dentre os entrevistados, houve predominância de usuários de lentes corretivas, 72 (66,7%), e a afecção mais recorrente nesta população foi a miopia (88.80%, p-valor: <0.0001), seguida de astigmatismo(77.80%, p-valor: <0.0001), hipermetropia (12.50%, p-valor: <0.0001) e outras causas (4,20%, p-valor: <0.0001). Conclusão: Concluiu-se que a rotina de estudos, como também a idade e o sexo desta população estudada não apresentam influência direta na saúde ocular e na prevalência de uso de lentes corretivas em estudantes universitários.

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Publicado

2026-09-23