INSULIN RESISTANCE AS AN EARLY MARKER OF ACTIVATION OF PRO - ONCOGENIC PATHWAYS IN OBESE CHILDREN: A LITERATURE REVIEW.
Palavras-chave:
Resistência à Insulina, Obesidade Infant il, Vias Pró - oncogênicas, Crianças/Adolescentes, Inflamação Crônica.Resumo
Atualmente, a obesidade infantil configura -se como um grave problema de saúde pública global. O excesso de tecido adiposo está associado a diversas alterações metabólicas, destacando -se a resistência à insulina (RI) como uma das mais prevalentes. Nesse con texto, evidências crescentes sugerem que a RI pode contribuir para a ativação de vias pró -oncogênicas, atuando como um marcador precoce de risco para o desenvolvimento de câncer. O objetivo desta revisão de literatura é sintetizar evidências acerca do pape l da RI como marcador precoce da ativação de vias pró - oncogênicas em crianças obesas. Foi realizada uma revisão da literatura, incluindo estudos publicados no PubMed entre 2010 e 2026. A estratégia de busca utilizou os termos: (“insulin resistance”) AND (“obesity”) AND (“child” OR “adolescent”) AND (“cancer” OR “inflammation” OR “IGF” OR “PI3K” OR “AKT”). Foram incluídos artigos originais, revisões sistemáticas e narrativas que abordassem a relação entre RI, obesidade infantil e/ou vias pró -oncogênicas. No total, 6 artigos foram selecionados. Os resultados evidenciaram que a associação entre obesidade e RI em crianças e adolescentes está fortemente relacionada a um estado inflamatório crônico de baixo grau e ao aumento do estresse oxidativo. Nesses estudos, alterações metabólicas e estruturais, incluindo disfunção mitocondrial e danos ao DNA, foram frequentemente correlacionadas à RI, sugerindo seu envolvimento em processos iniciais da tumorogênese. Além disso, a hiperinsulinemia foi associada à ativação de v ias de sinalização relacionadas ao câncer, como insulina/fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IGF -1), proteína quinase ativada por mitogênio (MAPK) e fosfatidilinositol 3-quinase (PIK3CA). Esses achados sugerem que o excesso de tecido adiposo está fortemente conectado com à redução da sensibilidade à insulina. Uma vez estabelecida, a hiperinsulinemia relaciona-se à elevação do fator de necrose tumoral alfa (TNF -α) e da interleucina -6 (IL -6), citocinas pró -inflamatórias que estimulam alterações celu lares, favorecendo a ativação de vias como quinase beta inibidora de kappa B/fator nuclear kappa-cadeia leve-potenciador de células B ativadas (IKKβ/NF-κB) e quinase N-terminal c-Jun (JNK), que terão como resultado a IR. Em adição, todas essas alterações metabólicas promovem o estresse oxidativo nas células que induz a disfunção mitocondrial, comprometendo a função celular e gerando espécies reativas de oxigênio (ROS). Esse processo resulta em danos ao DNA e na ativação das vias pró - oncogênicas, como a sin alização mediada por IGF1R, incluindo as vias MAPK e a PIK3CA. Essas sinalizações causam estimulo ao crescimento e diferenciação celular, inibição do apoptose e supressão da vigilância celular, favorecendo o crescimento e disseminação tumoral. Em síntese, a RI em crianças obesas pode atuar como marcador precoce de ativação de vias pró - oncogênicas ao promover inflamação crônica, estresse oxidativo e alterações moleculares que favorecem a tumorogênese.Downloads
Publicado
2026-10-06
Edição
Seção
Resumos