A GENÉTICA DA ANGIOGÊNESE NO PÓS-INFARTO DO MIOCÁRDIO: REVISÃO DE LITERATURA ISRAEL ABRAÃO NASCIMENTO OLIVEIRA / Geovana Fernandes Ribeiro.; Paulo Roberto Giardulli; Isabella

Autores

  • Bazzo Costa Autor

Palavras-chave:

Angiogênese Infarto Genética Cardíaca, Coronárias.

Resumo

RESUMO Introdução: A angiogênese coronariana é uma resposta adaptativa do tecido cardíaco à hipóxia, ativando mecanismos genéticos que reduzem o consumo energético e estimulam a neovascularização. Objetivo: Compreender e direcionar a pesquisa genética sobre as adaptações cardíacas ao estresse oxidativo no período pós-infarto do miocárdio. Método: Revisão bibliográfica qualitativa nas bases SciELO, PubMed e Biblioteca Virtual da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2011-2025), com os descritores "angiogênese", "artérias coronárias" e "genética cardíaca". Resultados: A neovascularização auxilia o reparo cardíaco na hipóxia mediada pelo eixo HIF - 1α/VEGF-A. A resposta angiogênica envolve múltiplos eixos moleculares: VEGF - A/PIGF/VEGFRs (angiogênese), VEGF -C/VEGF- D/Tie1-2 (linfangiogênese), HGF/cMET (morfogênese e neuroproteção), FGF1-22/FGFR1-4 (proliferação e sobrevivência) e Ang1-2/Tie1- 2 (maturação vascular). Esses eixos atuam de forma coordenada para promover desde o brotamento capilar inicial até a estabilização dos novos vasos. Células endoteliais, fibroblastos, cardiomiócitos e macrófagos participam ativamente desse processo. Idade avançada e diabetes mellitus tipo 2 comprometem significativamente a resposta angiogênica por mecanismos como senescência endotelial, acúmulo de produtos de glicação avançada (AGEs) e estresse oxidativo exacerbado. A combinação desses fatores amplifica a disfunção vascular e inibe a formação de vasos colaterais funcionais. Macrófagos recrutados para o tecido infartado amplificam a a ngiogênese via estabilização do HIF -1α pelo peptídeo PR39, potencializando a expressão de genes pró - angiogênicos. Estudo clínico pioneiro com FGF -1 demonstrou viabilidade de induzir neoangiogênese funcional em coração humano isquêmico, com aumento significativo da densidade capilar e do fluxo sanguíneo local. Conclusão: A formação de vasos colaterais coronarianos é uma adaptação cardíaca regulada por genes de proteção celular, com implicações terapêuticas promissoras, embora desafios como senescência vascular e risco de angiogênese patológica ainda persistam.

Publicado

2026-10-01