EFICÁCIA DO EXERCICIO RESISTIDO EM PACIENTES COM OSTEOA RTROSE E OBESIDADE: REVISÃO SISTEMÁTICA

Autores

  • João Victor Cardoso Casarin Autor
  • Sophia Evaristo Coércio Autor
  • João Pedro Moura Ladeira Autor
  • João Pedro Motta Lara Seabra Autor

Palavras-chave:

Revisão Sistemática, Osteoartrite, Obesidade, Exercício Resistido, Função Física.

Resumo

A associação entre osteoartrose e obesidade pode influenciar a resposta ao exercício resistido, tornando necessária a consideração das condições clínicas para a elaboração de práticas terapêuticas individualizadas. Este estudo teve como objetivo sintetizar evidências sobre os efeitos do exercício resistido nos desfechos de dor , mobilidade e qualidade de vida em pacientes com osteoartrose e obesidade. A pergunta de pesquisa foi estruturada pelo acrônimo PICO, considerando adultos com diagnóstico de osteoartrose de joelho ou quadril e obesidade (IMC ≥ 30 kg/m²). A intervenção ana lisada consistiu em exercícios resistidos supervisionados com treinamento de força progressivo, comparados a cuidados usuais, outras modalidades de exercício físico ou diferentes protocolos de treinamento resistido. Os desfechos avaliados incluíram dor, função física, mobilidade, força muscular, desempenho nas atividades de vida diária e qualidade de vida. Foi realizada uma revisão sistemática conforme as diretrizes PRISMA 2020, com busca exclusivamente na base PubMed entre janeiro de 2021 e março de 2026. Ressalta-se que a utilização de apenas uma base de dados constitui limitação metodológica relevante, podendo restringir a abrangência das evidências identificadas. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados que investigaram a eficácia do exercício resis tido em pacientes com osteoartrose e obesidade. Dos 670 estudos inicialmente encontrados, 5 atenderam aos critérios de inclusão. Os estudos apresentaram, em sua maioria, baixo a moderado risco de viés, com limitações principalmente relacionadas ao cegament o das intervenções, à mensuração de desfechos autorreferidos e à ausência de registro prévio de protocolos em alguns estudos. De modo geral, o exercício resistido demonstrou eficácia na redução da dor e na melhora funcional. Alguns estudos também evidenciaram redução do peso corporal e melhora da composição corporal, especialmente em protocolos combinados com outras estratégias terapêuticas. A qualidade de vida apresentou tendência positiva, embora avaliada em menor número de estudos. Além disso, os grupos de intervenção apresentaram maior adesão e satisfação, enquanto os eventos adversos foram pouco frequentes e, na maioria dos casos, não relacionados diretamente às intervenções. A evidência disponível foi classificada como de qualidade moderada, devido às limitações metodológicas identificadas, embora os resultados tenham se mostrado consistentes. Conclui -se que o exercício resistido é uma estratégia não medicamentosa eficaz para redução da dor e melhora funcional em pacientes com osteoartrose e obesidade, com possíveis benefícios adicionais relacionados ao peso corporal e percepção de saúde.

Publicado

2026-10-01