IMPACTO DO DIABETES MELLITUS TIPO 1 NO PÓS - OPERATÓRIO DE CIRURGIAS PEDIÁTRICAS: UMA REVISÃO DE LITERATURA SOBRE COMPLICAÇÕES E MANEJO PERIOPERATÓRIO
Palavras-chave:
Diabetes Mellitus Tipo 1, Cirurgia Pediátrica, Pós- operatório, Manejo.Resumo
INTRODUÇÃO: O Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1), caracterizado pela deficiência abso luta de insulina, é uma das doenças crônicas mais comuns na infância, exigindo atenção redobrada em cirurgias pediátricas. O estresse do procedimento libera hormônios que desequilibram a glicemia, aumentando o risco de complicações graves (cetoacidose e in fecções). Atualmente, o uso de tecnologias tem mudado esse cenário, trazendo muito mais segurança e precisão ao controle glicêmico. Ainda assim, a fragilidade metabólica do paciente pediátrico torna indispensável um acompanhamento multidisciplinar rigoroso para garantir uma recuperação segura. OBJETIVOS: Este trabalho tem como objetivo analisar o impacto do DM1 no pós -operatório pediátrico, identificando as principais complicações associadas e analisando as estratégias atuais de manejo perioperatório, com f oco na integração de novas tecnologias de monitoramento e controle glicêmico. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de uma revisão de literatura realizada na base de dados MEDLINE -PubMed (National Library of Medicine, National Institutes of Health), utilizando os descritores em saúde (MeSH Terms) "Type 1 Diabetes", "Perioperative", “Surgery”, "Child", “Pediatric” e “Management”, combinados pelos descritores booleanos AND ou OR. Foram selecionados 5 (cinco) artigos entre 2022 e 2025, incluindo revisões de escopo e relatos de casos clínicos. A análise focou na síntese de evidências sobre complicações pós -operatórias e na evolução das estratégias de manejo, comparando protocolos convencionais ao uso de tecnologias avançadas de controle glicêmico. RESULTADOS: Estudos evi denciaram que, pacientes pediátricos com DM1, submetidos a procedimentos cirúrgicos, são mais vulneráveis a hiperglicemia e/ou hipoglicemia no período perioperatório. Entre os fatores envolvidos, destacam- se o estresse cirúrgico e anestésico, que elevam ho rmônios contrarreguladores, aumentando a glicemia e favorecendo complicações metabólicas, como cetose e cetoacidose diabética, e microvasculares, como retinopatia, nefropatia e neuropatia. Além disso, o jejum prolongado, as doses inadequadas de insulina e a monitorização insuficiente são fatores que aumentam o risco de hipoglicemia, especialmente no intra e pós -operatório imediato. A implementação de protocolos individualizados, com manutenção da insulinoterapia basal e monitorização glicêmica frequente, reduz eventos adversos e contribui para melhor recuperação. Tecnologias recentes, como Bombas de Insulina, Monitoramento Contínuo de Glicose (CGM) e sistemas automatizados (Closed-Loop), foram utilizadas como recomendações para controle glicêmico na avaliaçã o pré-operatória e no manejo pós -operatório, demonstrando grande eficácia. CONCLUSÃO: É evidente que, DM1 exerce impacto significativo no processo pré e pós-cirúrgico de pacientes crianças e adolescentes, principalmente pelo aumento do risco de descompensa ções glicêmicas e metabólicas. Entretanto, tais riscos podem ser minimizados por meio das tecnologias como CGM, Bomba de Insulina e Closed-Loop, que otimizam o controle glicêmico. Dessa forma, conclui -se que o planejamento integrado entre cirurgia, anestesia, endocrinologia e enfermagem é fundamental para a segurança do paciente.Publicado
2026-10-01
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Seção
Resumos