CURCUMINA COMO ADJUVANTE NO TRATAMENTO DO CÂNCER: UMA REVISÃO NARRATIVA
Palavras-chave:
Curcumina, Câncer, Oncologia Integrativa, Polifenóis, Terapias Complementares, Inflamação.Resumo
O câncer é um grupo de doenças multifatoriais com crescimento celular desordenado, evasão da apoptose, angiogênese, invasão tecidual e metástase. Embora tratamentos como cirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia avancem, enfrentam limitações como toxicidade, resistência tumoral e recorrência. Assim, compostos naturais vêm sendo estudados como adjuvantes, com destaque para a curcumina — um polifenol do rizoma da Curcuma longa, usado há séculos na medicina indiana. Ela apresenta propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes, imunomoduladoras e antitumorais. Estudos indicam que a curcumina modula vias celulares associadas à carcinogênese, como NF-κB, STAT3, PI3K/Akt/mTOR, AP-1 e EGFR, além de genes pró e antiapoptóticos. Contudo, sua aplicação clínica ainda é limitada por baixa biodisponibilidade oral e falta de padronização. Esta revisão narrativa analisou as evidências científicas sobre o uso da curcumina como adjuvante no tratamento oncológico. A busca foi realizada na base PubMed, entre 2015 e 2025, utilizando os descritores (“curcumina” OR “curcuma”) AND (“cancer” OR “neoplasm”), incluindo artigos originais e revisões sobre efeitos da curcumina em modelos in vitro, in vivo e ensaios clínicos. A curcumina apresenta ação antitumoral por três mecanismos 20 - 2025 principais: indução de apoptose, interrupção do ciclo celular e inibição da metástase. A apoptose ocorre via ativação de caspases e redução de Bcl-2; a parada do ciclo celular por regulação de ciclinas; e a ação antimetastática por inibição da angiogênese e invasão tumoral. Estudos in vivo reforçam esses efeitos, principalmente em cânceres de mama e colorretal. Ensaios clínicos indicam que pode atenuar efeitos da quimioterapia, como mucosite oral. Porém, os dados são heterogêneos quanto a doses e tipos de câncer, dificultando sua padronização. A curcumina mostra-se promissora na oncologia integrativa, mas sua eficácia clínica depende de formulações que aumentem sua biodisponibilidade e de mais ensaios clínicos robustos.Downloads
Publicado
2026-10-01
Edição
Seção
Resumos