O TRATAMENTO DA DIABETES MELLITUS TIPO 1 COMO FATOR DESENCADEANTE DE DEPRESSÃO E ANSIEDADE EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Autores

  • Júlia Karoline Viana Fabi Autor
  • Lucas Silva Vinhal Autor
  • Wevellyn Buzo Bressan do Nascimento Autor
  • Mariana Salcedo Viana Autor
  • Maria Júlia Biazon Alves Autor

Palavras-chave:

Diabetes Mellitus Tipo 1, Depressão, Ansiedade, Crianças, Adolescentes.

Resumo

A Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune crônica que acomete, em grande parte, crianças e adolescentes, exigindo um tratamento contínuo com administração de insulina, monitoramento rigoroso da glicemia e restrições alimentares. Essa rotina exaustiva e imposta precocemente coincide com uma fase crítica do desenvolvimento físico, emocional e social. É justamente nesse período que se observa uma maior vulnerabilidade ao surgimento de transtornos psicológicos, como depressão e ansiedade. O estresse associado ao controle diário da doença, somado às mudanças naturais da adolescência, pode não apenas desencadear esses transtornos, como também agravá-los, impactando significativamente a qualidade de vida e o bem-estar psicossocial desses jovens. O objetivo dessa revisão é analisar a influência do tratamento da DM1 no acometimento de transtornos de depressão e ansiedade em crianças e em adolescentes. Trata-se de uma revisão narrativa que, para a seleção dos artigos, foi realizada a busca dos descritores na plataforma de descritores em ciências da saúde (DeCS/MeSH) e formulada a estratégia de busca: (Diabetes Mellitus, Type 1) AND ((Depression) OR (Anxiety)) AND ((Child) OR (Adolescent)). A 30 - 2025 estratégia foi aplicada na base de dados do PubMed, utilizando os filtros: “free full text”; “2015 - 2025”. A busca resultou em 192 artigos, dos quais 3 foram selecionados. Os resultados analisados demonstram a expressiva porcentagem de jovens com depressão dentre os diagnosticados com DM1 (mais de 40%), sendo mais elevada que na população sem o diagnóstico. Os principais achados foram a associação entre depressão/ansiedade e altos níveis de hemoglobina glicada, controle e monitoramento inadequado da glicemia e re-hospitalizações. Embora não seja possível comprovar uma causalidade entre diabetes e os transtornos emocionais, os conflitos familiares, a renda familiar e o medo da hipoglicemia são fatores de risco. Ademais, a restrição alimentar rigorosa e um autocontrole constante são fatores que atrapalham a funcionalidade desses jovens no cotidiano. Os achados indicam que o tratamento da DM1 perpassa o controle glicêmico e carrega um impacto psicológico significativo. A alta prevalência de depressão e ansiedade nesses pacientes reforça a necessidade de estratégias integradas, onde o suporte emocional desempenha um papel tão essencial quanto a insulina no manejo da doença.

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Publicado

2026-10-01