PSYCHIATRIC DISEASES ASSOCIATED WITH GLYCEMIC CONTROL IN TYPE 1 DIABETES

Autores

  • Rafael Ignacio dos Santos Autor
  • Beatriz de Freitas Bezerra Autor
  • Bianca Fonsceca Repetti Autor
  • Juliana Ferreira Marcandelli Autor
  • Teófilo Augusto Araújo Tiradentes Autor

Palavras-chave:

DOENÇAS PSIQUIÁTRICAS, DIABETES TIPO 1, CONTROLE GLICÊMICO, INSULINA, DEPRESSÃO, ANSIEDADE.

Resumo

A diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune crônica que exige monitoramento contínuo da glicemia, restrições alimentares rigorosas e adesão a um plano terapêutico disciplinado desde o diagnóstico. Esses fatores, aliados à constante preocupação com episódios de hipoglicemia, impõem elevada carga emocional aos pacientes, favorecendo o desenvolvimento de doenças psiquiátricas especialmente transtornos de ansiedade e depressão. Diferentemente do diabetes tipo 2, geralmente associado a fatores de estilo de vida, o DM1 demanda um nível elevado de autocuidado, o que pode impactar significativamente a saúde mental do indivíduo. Ademais, observou-se um aumento da vulnerabilidade emocional em populações com doenças crônicas, como os pacientes com DM1. Diante disso, torna-se essencial promover uma abordagem terapêutica integrada entre endocrinologistas e profissionais da saúde mental, com o intuito de prevenir e manejar os efeitos psicossociais relacionados ao tratamento da doença. Este estudo teve como objetivo analisar os impactos psicológicos associados ao controle glicêmico em pacientes com DM1, com ênfase na relação entre a rigidez da rotina terapêutica e o surgimento de sintomas depressivos. A metodologia utilizada foi a revisão integrativa da literatura, 32 - 2025 com buscas realizadas na base de dados PubMed, no período de 2021 a 2025, utilizando os descritores: depression AND diabetes type 1 AND glycemic control therapy. Foram incluídos artigos originais, textos completos, ensaios clínicos e estudos de coorte, sendo excluídas publicações fora do recorte temporal proposto.Os resultados indicaram uma correlação significativa entre o controle glicêmico rigoroso e a incidência de sintomarevalens psicossomáticos, principalmente quadros depressivos e ansiosos. Pacientes com maior variabilidade glicêmica apresentaram pior saúde emocional e controle metabólico. Em contrapartida, intervenções multidisciplinares e suporte psicológico mostraram-se eficazes na redução desses sintomas e na melhora do controle glicêmico. Conclui-se que o tratamento do DM1 deve incluir o cuidado com a saúde mental, sendo imprescindível uma abordagem interdisciplinar que valorize o bem-estar psicológico como parte fundamental da terapêutica, especialmente em um cenário de maior fragilidade emocional como o atual.

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Publicado

2026-10-01