A INCIDÊNCIA DE CÂNCER EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 2

Autores

  • Gabriella Bueno Moreira Autor
  • Ana Julia Fattori Autor
  • Lígia Quintino de Castro Autor
  • Marco Túlio de Souza Gomes Autor
  • Maria Luísa Abdo Barreto Autor

Palavras-chave:

Câncer, Diabetes Mellitus Tipo 2, Hiperglicemia.

Resumo

O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica crônica caracterizada por resistência à insulina e hiperglicemia persistente, estando frequentemente associada a fatores como obesidade e sedentarismo. Já o câncer compreende um grupo de doenças caracterizadas pelo crescimento descontrolado e disseminação anormal de células, sendo uma das principais causas de mortalidade no mundo. Estudos recentes têm sugerido uma possível associação entre DM2 e o aumento da incidência de diversos tipos de câncer, como os de fígado, pâncreas, endométrio e cólon. Essa relação pode estar ligada a mecanismos comuns como inflamação crônica, hiperinsulinemia e alterações no metabolismo da glicose. Diante disso, este trabalho tem como objetivo avaliar a incidência de câncer em pacientes com diabetes tipo 2, buscando compreender os possíveis vínculos entre essas duas condições de grande impacto na saúde pública. Realizou-se uma revisão de literatura utilizando a base de dados “PubMed” com os descritores “Carcinogenesis” e “Diabetes Mellitus, Type 2”,.Sobre o tema é conhecido que a incidência de câncer é significativamente maior em pacientes com DM2 em comparação com indivíduos sem diabetes. Foi observada uma maior incidência para pâncreas, rim, vesícula biliar, mama, útero, próstata e fígado. A relação entre DM2 e câncer, especialmente o pancreático, é multifatorial, envolvendo mecanismos como hiperinsulinemia e resistência à insulina, que promovem o crescimento e proliferação celular; o aumento de espécies reativas de oxigênio (ROS); a inflamação crônica associada à abundância de células inflamatórias no tecido adiposo; e a 43 - 2025 hiperglicemia, que favorece o crescimento de células malignas e a formação de produtos avançados de glicação (AGEs).A hiperinsulinemia, reduz a síntese de IGFBP1 e 2, elevando os níveis de IGF-1, fator crucial para o desenvolvimento e progressão tumoral, dado que células cancerígenas expressam alta quantidade de receptores para insulina e IGF- 1. Logo, o DM2 aumenta significativamente o risco de desenvolver diversos tipos de câncer, impulsionado por mecanismos complexos como hiperinsulinemia, resistência à insulina, estresse oxidativo e inflamação crônica. Conclui-se, a importância do manejo terapêutico do DM2 como fator protetor para o desenvolvimento de neoplasias.

Downloads

Publicado

2026-10-01