A INFLUÊNCIA DA MELATONINA NO CONTROLE DA DIABETES MELLITUS TIPO 2 - THE INFLUENCE OF MELATONIN IN THE CONTROL OF TYPE 2 DIABETES MELLITUS

Autores

  • Felipe Melo Azevedo Autor
  • Jasmine Zambon Elias Panaccione Autor
  • Joao Ricardo dos Santos Pedrinho Autor
  • Patricia Cincotto dos Santos Bueno Autor

Palavras-chave:

Diabete mellitus tipo 2, insulina, melatonina.

Resumo

Descobertas recentes indicam que variações genéticas na expressão do receptor de melatonina MT2 (MTNR1B) estão associadas a um maior risco de desenvolvimento do diabetes mellitus tipo 2 (DMT2), impulsionando investigações sobre os potenciais usos terapêuticos e preventivos da melatonina nessa doença. Diante desse contexto, o presente resumo tem como objetivo analisar criticamente a literatura científica disponível, buscando estabelecer a relação do papel da melatonina no controle do metabolismo glicêmico em indivíduos com DMT2. Foram coletados estudos de revisão sistemática e estudos clínicos randomizados (RCT), publicados nos últimos 10 anos, nas bases de dados PubMed e Scopus. A análise revelou resultados contraditórios sobre o uso da melatonina na terapêutica do diabetes, evidenciando a complexidade e a ausência de consenso na literatura atual. Todos os estudos ressaltam a necessidade de investigações adicionais acerca dessa relação. Parte das evidências sugere efeitos positivos da melatonina na homeostase glicêmica, como a melhora da resposta celular à insulina, a regulação da secreção insulínica, além de suas conhecidas propriedades antioxidantes e anti- inflamatórias, que podem contribuir para a prevenção de complicações associadas à DMT2. Observou-se, ainda, que o horário de administração da melatonina, em relação à última refeição, influencia os efeitos metabólicos, com benefícios na regulação da glicemia de jejum quando administrada 47 - 2025 distante do período pós-prandial. Entretanto, outros estudos demonstraram associação negativa entre o uso da melatonina e a sensibilidade insulínica, bem como a homeostase glicêmica. Ressalta-se que aspectos como dose, posologia, formulação e indicação clínica permanecem indefinidos, impactando significativamente nos resultados obtidos. Assim, a relação entre a melatonina e o metabolismo glicêmico na DMT2 continua sendo uma questão controversa e demanda mais pesquisas que elucidem seus potenciais benefícios e riscos, bem como sua interação com a insulina e seus receptores.

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Publicado

2026-10-01