A SOBRECARGA DO SISTEMA DE SAÚDE DE EMERGÊNCIA DEVIDO AO AUMENTO DE CASOS DE DIABETES TIPO 2 E OBESIDADE
Palavras-chave:
Diabetes Tipo 2, Emergência, Sobrecarga, Obesidade.Resumo
Introdução: A obesidade, caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, está associada a diversas comorbidades, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e Diabetes Mellitus (DM) tipo 2. A DM é uma doença metabólica crônica que se manifesta através da hiperglicemia, resultante da resistência à insulina. O aumento dessas condições sobrecarrega os serviços de emergência, lidando com complicações agudas — como hipoglicemia, cetoacidose, acidente vascular cerebral e infarto agudo do miocárdio – decorrentes do controle inadequado das doenças crônicas. A obesidade eleva o risco de complicações hospitalares, prolongando internações e elevando custos para o sistema de saúde. Objetivo: Reconhecer as dificuldades enfrentadas pela sobrecarga do sistema de emergência, decorrente do aumento dos casos de obesidade e DM tipo 2. Metodologia: Este estudo configura-se como uma revisão de literatura com abordagem teórica e documental. A coleta de dados foi realizada nas bases Scielo e BVS, resultando em 10 artigos publicados entre 2019 e 2024. A questão norteadora para a construção dos resultados e da discussão foi: "Quais são os principais desafios enfrentados pela sobrecarga do serviço de emergência ao tratar pacientes com obesidade e diabetes tipo 2?". Resultados: Os serviços de urgência e emergência são estruturados a partir da triagem e classificação de risco, conduzido por profissionais de enfermagem. No entanto, a superlotação de pacientes, escassez de materiais e de recursos humanos, bem como a sobrecarga profissional, emergem como 55 - 2025 desafios no atendimento de urgência e emergência. Essa realidade impacta a qualidade do atendimento a pacientes com obesidade e DM tipo 2, como muitos procuram o serviço em estado crítico e agudo, demandando atenção imediata. Conclusão: A prevalência de obesidade e DM tipo 2 contribui significativamente para a sobrecarga dos serviços de emergência, comprometendo o funcionamento dessas unidades. Essa situação é agravada pelas complicações agudas resultantes do controle ineficaz das condições crônicas. O volume de pacientes, somado à insuficiência de materiais e à carência profissional, dificulta a organização eficaz da triagem e afeta a qualidade do atendimento prestado. Portanto, é imprescindível priorizar ações de prevenção, garantir o acompanhamento contínuo e fortalecer a organização dos serviços de atenção básica, visando à redução da demanda nos atendimentos emergenciais.Downloads
Publicado
2026-10-01
Edição
Seção
Resumos