USO DO ACONITUM FEROX NO TRATAMENTO DA BRONQUITE CRÔNICA FELINA

Autores

  • Simone Cardoso Leon

Palavras-chave:

Aconitum ferox, Bronquite felina, Homeopatia.

Resumo

A bronquite felina, análoga à asma humana, é uma inflamação obstrutiva crônica das vias aéreas inferiores (SOUSA et al., 2024). Esta condição crônica leva a consequências sistêmicas, como hipoxemia resultando em eritrocitose compensatória, e hiperproteinemia devido à inflamação sistêmica (SCHIFFERLI et al., 2022). O tratamento convencional envolve corticosteroides e broncodilatadores (ROZANSKI, 2017), mas seu uso sistêmico prolongado está associado a sérios efeitos colaterais, incluindo diabetes mellitus e imunossupressão, motivando a busca por alternativas de longo prazo, como a homeopatia. Objetivo: Este relato de caso visa descrever a evolução clínica de uma gata com broncopatia crônica moderada/importante que apresentou falha terapêutica com abordagens alopáticas e homeopáticas iniciais, e demonstrar o efeito clínico da substituição de um medicamento homeopático para o controle dos sinais respiratórios. Metodologia: O estudo consiste em um relato de caso de Marie, uma gata SRD de 8 anos, com histórico de bronquite desde os 12 meses. O tratamento inicial incluiu alopatia (dexametasona e amoxicilina) e, posteriormente, homeopatia, começando com Spongia tosta e Aconitum napellus (março de 2021). O monitoramento focou na avaliação da tosse recorrente, cianose de mucosas, cansaço pós-esforço e achados radiográficos (padrão broncointersticial difuso). A conduta homeopática foi reajustada com base na individualidade do paciente (gosto por vento e locais frios), substituindo Aconitum napellus por Aconitum ferox. Resultados: Marie apresentava crises persistentes de tosse e cansaço, apesar do tratamento com Aconitum napellus. Após a substituição por Aconitum ferox, observou-se uma melhora clínica significativa e rápida, culminando no desaparecimento das crises de tosse e na resolução do cansaço pós-esforço, sem a necessidade de retornar aos medicamentos alopáticos de risco. Discussão: O caso demonstra que a falha terapêutica anterior se reverteu com a escolha de um homeopático mais individualizado. O sucesso do Aconitum ferox sugere uma maior afinidade com o quadro clínico e um potencial anti-inflamatório mais eficaz para as características específicas da paciente (sensibilidade ao frio). A obtenção de controle sintomático sem o uso contínuo de corticosteroides sistêmicos é crucial, pois reduz o risco de comorbidades graves induzidas por esteroides, como o diabetes mellitus. Conclusão: O uso individualizado de Aconitum ferox provou ser uma alternativa eficaz e segura no manejo da bronquite crônica em felinos, promovendo o controle dos sinais respiratórios e a melhoria substancial da qualidade de vida, especialmente em casos refratários a tratamentos convencionais e homeopáticos menos específicos.

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Publicado

2026-10-08