A NEUROLIDERANÇA E LIDERANÇA DE ALTA PERFORMANCE: CONTRIBUIÇÕES E LIMITES ÉTICOS NA GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS
Palavras-chave:
Adoecimento mental. Liderança. Neuroliderança.Resumo
Em um cenário marcado por intensificação das demandas cognitivas e elevação dos adoecimentos mentais, este estudo tem como objetivo analisar a interface entre neuroliderança e liderança de alta performance no contexto da gestão estratégica de pessoas. A neuroliderança, como abordagem interdisciplinar, busca compreender a influência de processos cognitivos e emocionais no comportamento organizacional e na tomada de decisão. A pesquisa, de natureza qualitativa, bibliográfica e exploratório-interpretativa, analisa produções acadêmicas recentes e a legislação vigente. Os resultados indicam que a aplicação dos fundamentos neurocientíficos pode favorecer segurança psicológica, engajamento e melhoria dos processos decisórios. Contudo, evidenciam-se limites importantes, como o risco de reducionismo biológico, manipulação comportamental e intensificação das exigências cognitivas. Conclui-se que a efetividade da neuroliderança depende de sua articulação com princípios éticos, transparência e respeito à dignidade humana, promovendo ambientes organizacionais sustentáveis e socialmente responsáveis.