CONTROLE DA OSTEOARTRITE CRÔNICA EM EQUÍDEOS POR ASSOCIAÇÃO DE MEDICAMENTOS HOMEOPÁTICO E FITOTERÁPICO – SÉRIE DE CASOS

Autores

  • Mário Domingues de Castro
  • Ivana Suffredini
  • Leoni Villano Bonamin

Palavras-chave:

Artrose, Associação medicamentosa, Cordia verbenacea, Homeopatia.

Resumo

A osteoartrite é um processo inflamatório degenerativo e uma condição clínica comum em equídeos, sendo a principal causa de perda de desempenho e de aposentadoria precoce. Este estudo foi aprovado pelo comitê de ética da UNIP (CEUA nº 1847210823) e propõe um manejo terapêutico inovador para controle desta afecção quando em grau leve ou moderado, utilizando a associação entre um complexo homeopático comercial Drenareuma WP® (Curitiba, Brasil) composto por Bryonia alba 4 CH, Daphne mezereum 6 CH, Ranunculus bulbosus 5 CH, Rhus toxicodendron 5 CH, Ruta graveolens 5 CH e excipientes, administrado em comprimidos (um comprimido por dia durante 90 dias) e um tratamento tópico diário de uma pomada à base de óleo essencial de Cordia verbenacea e excipientes – Curadermy® (São Paulo, Brasil). Dez equídeos foram selecionados, em sequência, na policlínica veterinária da UNIP, em São José dos Campos, Brasil, de acordo com critérios de inclusão e exclusão, e os tutores expressaram concordância por escrito. Nos dias zero e 90 (D0 e D90), os animais foram cuidadosamente examinados e submetidos a técnicas de diagnóstico por imagem da articulação metacarpo-falangeana ou metatarso-falangeana mais afetada, em projeções radiográficas ortogonais, bem como a imagens ultrassonográficas das faces dorso-palmar e latero-medial, em cortes longitudinais e transversais. A observação final foi pontuada de acordo com os critérios de Naranjo modificados para homeopatia. As espessuras das cápsulas articulares analisadas foram mensuradas por ultrassom e avaliadas estatisticamente pelo teste “t” de Student, comparando-se D0 a D90, com p < 0,05. Em D0, observou-se aumento do volume dos tecidos moles, com redução do espaço articular, lise óssea, esclerose óssea subcondral e osteófitos periarticulares. Em D90 todos os animais apresentaram melhora clínica, sem claudicação, com redução estatisticamente significante da espessura da cápsula articular e atenuação visual de esclerose óssea subcondral, lise óssea e osteófitos, indicando regeneração articular parcial. Não houve efeitos colaterais observáveis. Os escores de Naranjo variaram de 10 a 11, com um máximo de 13 pontos. Conclui-se que os resultados indicam a efetividade do protocolo proposto, o que justificaria um ensaio randomizado, placebo-controlado, futuro para a validação da eficácia clínica.

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Publicado

2026-10-08